Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de julho de 2013

#002 Passa Quatro-MG, Maria Fumaça e o Buraco do Seu Fugêncio

Nessa viagem a cidade escolhida foi Passa Quatro, no sul de Minas Gerais, numa região chamada de Terras Altas da Mantiqueira. A ideia é fazer um "bate-e-volta" saindo do Rio de Janeiro com o objetivo de andar no trem Maria Fumaça, uma máquina de 1929 que circula até hoje no chamado Trem da Serra.

DE CARRO (ida e volta):
Rio de Janeiro x Passa Quatro x Rio de Janeiro: 492km
Gasto com Gasolina (L): 36,2 litros
Gasto com Gasolina (R$): R$100,99  (R$2,79/litro)
Pedágio: R$40,40 (Dutra)
Total: R$141,39

Então demos início a nossa viagem às 9:30 da manhã e com aproximadamente 2 horas de Dutra é possível ver o pico das Agulhas Negras. O dia estava muito bonito, poucas nuvens e um azul intenso, porém frio.

O tempo foi passando e já estava perto de meio dia, a fome batia, mas não queríamos almoçar "na estrada" e sim nas terras de Minas Gerais, para saborear a deliciosa culinária mineira. Contudo ainda faltava um bom pedaço de chão e os mendigos que habitavam minha barriga não permitiam que eu continuasse na boa condução do veículo (...). Pronto, parei na lanchonete Graal de Itatitaia e lá se foram R$5,00 num simples salgadinho....ok, a viagem é para ser algo agradável, então, relaxar né. Graal de Itatiaia:



Pé na estrada de novo e pouco tempo depois a viagem vai ficando bem mais interessante. Logo depois da cidade de Queluz, já em território paulista, tomamos a saída para Cruzeiro. Daí pega-se a SP-62, que quando cruza o estado de Minas vira MG-158. 



E que tal dirigir em direção aos "Alpes Mineiros"? Só fingir que as nuvens são neve meu amor, simples assim (rsrs):




O interessante dessa estrada é que ela sobe a serra da Mantiqueira pelo seu ponto mais baixo, o que pode ser notado por suas curvas abertas (para padrão de subidas de serras), inclinação pouco ingrime e rápida ascensão ao topo, onde há um mirante com uma cruz enorme (pena que não paramos ali, pois já estava próximo do horário da partida do trem). Notem as curvas abertas da MG-158 na subida da serra:



Mais paisagens mineiras (...)

E assim chegamos em Passa Quatro - MG, a terrinha do JK:



Ruas tranquilas, praças convidativas para um pequeno descanso à sombra das árvores, ouvir os cantos dos passarinhos, enfim.... bem cidadezinha do interior. Pena que o trem já estava por partir e ainda tínhamos que almoçar. Almoçamos no restaurante Vó Nina, que fica praticamente em frente à estação de Passa Quatro, comidinha simples (padrão à kilo) mas bem gostosinha. O preço também foi bacana: R$24,50 (pra 2 e com a coca cola inclusa). 

Após o almoço ainda deu tempo de uma breve caminhada em torno do quarteirão, o que nos deu a oportunidade de conhecer um simpático casal de velhinhos, talvez por serem tímidos não falavam muito (;p):

Faltando 15 minutos para a partida do trem era a hora de "passar quiabo nas pernas" e "catimbar" para a estação. Sim! Pela primeira vez iríamos passear em um lendário trem Maria Fumaça (pra quem curte mecânica sabe o quão excitante (...) é ver uma máquina dessa em funcionamento). O ingresso custa R$35,00, dá direito a ida e volta, é comprado no guichê localizado na própria estação e só é aceito dinheiro.

E lá estávamos nós na estação, curtindo as duas composições onde se acomodam os passageiros e a manobra da Maria Fumaça:






O trem é britânico, mas a pontualidade é brasileira...


E com alguns minutos de atraso a buzina do trem, com sua sonoridade inconfundível alertava sobre a partida.  ÊÊÊÊÊ TREM BÃÃÃO!!! Simbora.
Estava feito criança: sentado na janela, com a metade do corpo pra fora e dando "tchalzinho" pro pessoal da rua (ainda bem q ninguém me conhecia mesmo).





Até chegar a primeira estação: Manacá. Aqui ficam os nativos vendendo comida e artesanato típico do local. Os doces por sinal são uma beleza. Vale a pena pegar uma paçoquinha da roça.


Nessa parada também é possível chegar mais perto da locomotiva, onde pode-se ver mais detalhadamente o funcionamento dessa máquina quase centanária. Um modelo de máquina (à vapor) pouco utilizada hoje em dia, mas que foi pilar fundamental para o sucesso da revolução industrial.



Sim, a viagem continua. O trem vai cortando a serra, subindo (é bem perceptível a subida da serra), aquele barulho bem legal de Maria Fumaça (o tal do piuíííí tic tac), ouvir isso pessoalmente é bem legal. A brisa cortando o rosto...enfim... sensações bem legais.

... e sobe a serra... 

E depois de quase 1hora de viagem chegamos na Estação Coronel Fugêncio. Como na estação anterior, há o comércio de artesanato e comida local, porém o diferencial dessa estação é o fato de existir um mural com fotografias que relatam um pouco da história da guerra entre os mineiros e paulistas nos anos de 1930 e 1932 (que ficou bem intensa ali), assim como uma breve história de JK e uma fotografia do Dom Pedro II, Princesa Isabel e toda sua comitiva.

A próxima vez que alguém disser pra mim que tem "uma vida de cão" eu darei meus sinceros parabéns (...) 

Mas já que estamos falando do Fulgêncio.... taí o buraco....

... q na verdade é um túnel. Porém não é um túnel qualquer. É um túnel feito por escravos, na época de Dom Pedro II, por isso tem uma foto dele na estação. Além disso esse túnel foi palco de uma sangrenta batalha entre mineiros e paulistas em 1930 e 1932. Só do lado mineiro foram 94 óbitos (talvez por isso dizem q esse túnel é mal assombrado) e o Coronel Fulgêncio teve uma participação importante, porém também morreu nessa batalha. Por isso a estação que antecede esse túnel tem o seu nome. O outro lado desse túnel já pertence à cidade de Cruzeiro, em território paulista, ou seja, esse túnel é a divisa entre SP e MG.

...aprofundando no túnel...

Aquele ponto de luz pequenininho, NÃO é o fim do túnel. Isso é uma informação triste para quem atravessa o túnel caminhando. Pela informação da guia, este túnel tem quase 1km de extensão e aquela luz está apenas refletindo na parede, haja vista que ali é a curva do túnel. Sendo assim, atravessar esse túnel escuro a pé é um tanto arriscado, pelos obstáculos que tem pelo caminho e pelo fato de ser bem extenso. Sem contar que o túnel é mal assombrado.... eu hein, vai que aparece o trem fantasma?  (ooohhhh!!!)

Mas já que falamos do Fulgêncio, olha a carinha dele aí:

Interessante que se tratando de um Coronel, ele era bem novo. Talvez se o nome dele fosse "Fulgindo" ele estaria vivo até hoje (¬¬ eita piadinha sem graça).

Ok, tudo legal, mas já está na hora de voltar. O bom q agora passa aquela empolgação inicial e dá pra relaxar e curtir mais a paisagem rural da janela do trem, de fato, é como se tivesse voltando no tempo:


E depois de um passeio maravilhoso num lendário Maria Fumaça retornamos à Passa Quatro, a duração do passeio foi de 2h e 15 minutos e na volta ainda tinha um violeiro cantando as cantigas caipiras (bem animadas por sinal). E lá na estação de Passa Quatro tem uma lojinha que vende produtos da região, a dica é o queijo minas caseiro e a linguiça defumada. Realmente, muito bom:

Mas como a proposta da viagem é um bate-e-volta, é chegada a hora de levantar acampamento e meter o pé, na estrada. E assim, só deu tempo de tirar uma foto da igreja já na hora de ir embora:
Igreja de Passa Quatro:


E o bacana do caminho de volta foi ver o reflexo do Sol poente bater nas montanhas da Serra da Mantiqueira. Pra quem curte viagem, são esses momentos simples que nos proporcionam sensações de liberdade e contato com a natureza que "pagam" nossos esforços em viajar.





E esse foi o resumo de distância percorrida e o consumo de gasolina durante todo o trajeto:



DE ÔNIBUS:
Mas pra quem não dispõe de veículo, ou não quer botar o carro na estrada mesmo, não tem problema. Nosso blog passa as informações para se chegar lá de ônibus. 

Partindo do Rio de Janeiro:
Rio x Cruzeiro (Cidade do Aço): R$40,76
Cruzeiro x São Lourenço (Cidade do Aço): R$16,08

São Lourenço x Cruzeiro (Cidade do Aço): R$16,27
Cruzeiro x Rio (Cidade do Aço): R$37,81
Total: R$110,92

Do Rio de Janeiro não há uma linha direta que vá para Passa Quatro. Deve-se tomar a linha Rio de Janeiro x Cruzeiro e depois o ônibus da linha Cruzeiro x Lambari ou Cruzeiro x São Lourenço. Mas a grande sacada é que a mesma empresa opera todas essas linhas, no caso a Viação Cidade do Aço (foto abaixo). Sendo assim, é comum que o mesmo ônibus que faz a linha Rio x Cruzeiro também faça a "esticadinha" até Lambari ou São Lourenço, passando por Passa Quatro. Dessa maneira deve-se comprar a passagem Rio x Cruzeiro, através do guichê da própria companhia ou pelo seu site www.cidadedoaco.com.br e chegando em Cruzeiro deve-se pagar o complemento da viagem até Passa Quatro, podendo ocorrer a troca de ônibus ou não.

Partindo de São Paulo:
São Paulo [Tietê] x Passa Quatro (Viação Cometa): R$41,97
Passa Quatro x São Paulo [Tietê] (Viação Cometa): R$40,08
Total: R$82,05

De São Paulo a Viação Cometa tem ônibus diários para Passa Quatro. As passagens podem ser compradas pelo próprio guichê da empresa ou pelo seu site www.viacaocometa.com.br

Da rodoviária de Passa Quatro para a estação de trem é bem pertinho, uma leve caminhada de no máximo 5 minutos.

Passeio de Trem:
Ida e Volta: R$35,00
Partidas às 10:00 e às 14:30

Refeição:
Almoço (2 pessoas): R$24,50


TOTAL DA VIAGEM: R$200,89


VIAGEM DE PÃO DURO:
Como se trata de um percurso que passa por três estados brasileiros (RJ, SP e MG), a quantidade de serviços de transporte urbano é muito limitada (especialmente em território mineiro), o que torna essa opção pouco vantajosa ou até mesmo inexistente em alguns casos. Sendo assim, a forma mais barata entre Rio e Passa Quatro é através do ônibus da Viação Cidade do Aço.


Espero que tenha gostado e até a próxima viagem!

#001 Visconde de Mauá e um Rolé na Finlândia

Primeira postagem sobre viagens, aos poucos vou pegando as manhas de conseguir passar os relatos de uma forma mais interessante, mas enquanto isso (...) vou escrevendo na base do entusiasmo de meu coração mesmo.

Visconde de Mauá
Trajeto: Rio de Janeiro x Visconde de Mauá

De Carro (ida e volta):
Ida e Volta: 400km
Gasto com Gasolina (L): 28,7 litros
Gasto com Gasolina (R$): R$79,78 (R$2,78 por litro)
Gasto com Pedágio: R$20,20
Estacionamento: R$5,00
Total:R$104,98

De Ônibus (ida e volta):
Rio x Resende: R$72,00 (viação Cidade do Aço)
Resende x Maromba: R$13,70 (viação Resendense)
Total: R$ 85,70

Viagem de Pão Duro (ida e volta):
Rio de Janeiro x Paracambi (ramal Japeri do Trem da Supervia) +
Paracambi x Barra do Piraí: R$10,40 (pelo bilhete único/RJ). (Viação Barra do Piaraí).
Barra do Piraí x Barra Mansa: R$18,40  (Viação Aparecida)
Barra Mansa x Resende: R$16,00 (Viação Resendense)
Resende x Maromba: R$13,70 (Viação Resendense)
Total: R$58,50


Refeições:
Almoço (2 pessoas): R$98,00 (confesso que foi mais caro do que imaginava, mas depois conto o porquê)
Lanche da Tarde (2p): R$24,50 (tb foi um pouco puxado, mas tb conto já já)
Total: R$122,50

Falando Sobre a Viagem:
Então decidimos pegar a estrada e saímos às 9:40h rumo a paisagens bucólicas e gostosas. Digamos que sou um entusiasta por viagens, daqueles que curte mais o passeio do que propriamente chegar ao destino (se bem que a graça do viajante é não ter destino), sendo assim é muito mais comum eu fotografar estradas do que lugares específicos, e a primeira que nos brinda é a Via Light, uma via expressa que liga o bairro de Anchieta no Rio de Janeiro até a cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense:


Logo após o pedágio de Seropédica a Via Dutra apresenta sua paisagem mais interessante: Serra das Araras (RJ):


O dia estava realmente lindo, um Sol brilhando forte (apesar do frio) e nenhuma nuvem à vista. Rolando um pouco de músicas que variavam de Paula Fernandes à Djavan dava pra curtir bem o passeio, cenário excelente para quem está no banco do carona botar os braços na janela, repousar a cabeça sobre eles, fechar os olhos e sentir a brisa cortar a face (quase virei poeta agora...rsrs), mas mesmo a Dutra, que é uma espécie de "high-way" versão brasileira, tem lá suas paisagens interessantes:
Via Dutra:


Logo depois da gigantesca reta da Dutra, chega enfim a saída para Resende, onde contorna-se o shopping que também é rodoviária e pega a RJ-161. Esse caminho que fiz é um trajeto alternativo, no qual quis fazê-lo propsitalmente para curtir mais a paisagem da região, contudo, o caminho mais rápido para se chegar à Visconde é através da RJ-163, na saída da Dutra que dá acesso à Penedo. Mas voltando À RJ-161, para quem curte visual de paisagem de estrada essa sem dúvida é bem legal. Na imagem abaixo eu tinha pedido para a minha "co-pilota" tirar uma foto do Pico das Agulhas Negras, mas acho q ela errou o alvo só um pouquinho e acabou fotografando outras partes da Serra da Mantiqueira, enfim, valeu a tentativa, até porque mostra um pouco de que tipo de visual a RJ-161 pode nos oferecer:


Ahhh essa ponte, por quê eu não te peguei? Antes de sair de casa, tinha visto no googlemaps que para chegar até Visconde de Mauá bastava apenas pegar essa RJ-161 e seguir por ela, mas pouco antes dessa ponte, um gaiato colocou uma placa escrito "Visconte de Mauá" e uma seta para esquerda, na qual apontava para uma tal de RJ-163, mas não caiam nessa, siga em frente pela RJ-161.  Então fica a dica: NÃO confiem na placa, passem pela ponte:




Mas tudo bem, vida que segue, afinal o legal é curtir o passeio. Essa "estrada" de barro nos levou até a estrada que liga Penedo à Visconde de Mauá, perto do KM-19, onde eu finalmente descobri que a tal RJ-163 não é a estrada de barro, mas sim essa estrada pavimentada que liga Penedo à Mauá (como tive vontade de dar uma moca em quem escreveu aquela placa)....enfim. Essa estrada oferece paisagens muito bonitas, inclusive, é por essa estrada que passa o ônibus da linha Resende x Maromba (opção pra quem for de busão):
RJ-161 Penedo x Visconde de Mauá:




Até que de repente, na estrada em que as curvas têm nomes (volta grande, curva do cotovelo etc...) surge uma belíssima paisagem em que a imagem fala por si:


E depois de 2horas de uma viagem bem bonita a esperada chegada em Visconde de Mauá. Passarinhos cantando, um sol agradável, clima ameno, um senhorzinho andando lentamente em sua bicicleta, a igrejinha ao fundo, sensação de que aqui o tempo é bem "preguiçosinho". Assim é o "centrinho" de Visconde de Mauá com seu clima bem bucólico e porque não romântico? Sim, a igrejinha de 1912 foi um ótimo pano de fundo para o momento "love" da good trip:


A fome começava a brigar feio nesse momento, pois passavam das 13:00hs, a idéia era almoçar em algum lugar razoável a um preço "baratinho", mas se tem uma arte que eu realmente aprecio, essa arte é a culinária, não a de preparar as refeições, mas sim a de comer. Foi assim que os bons ventos nos conduziram até um restaurante chamado "Gosto com Gosto". Não vou enganar, o preço é um pouco mais alto do que eu estava planejando para essa viagem, mas o critério de caro e barato é uma prerrogativa de cada um. Entendo como caro uma aquisição que não atende à suas expectativas, nesse sentido, o "Gosto com Gosto" atendeu perfeitamente minhas expectativas (exceto pela coca-cola de garrafinha de 290ml custar R$5,00 - achei um assalto, mas enfim), aquela comidinha mineira, feita pela cheff...realmente, surreal. O prato para 2 pessoas custou R$79,00, cada coca-cola de 290ml custou R$5,00 (se fosse a de lata ainda dava pra desfarçar), mas a sobremesa (e que sobremesa!) saiu "no amor",grátis! Existem outras opções mais em conta, basta continuar na estrada e deixar para fazer as refeições em Maringá ou Maromba, onde há mais opções de restaurantes e consequentemente o valor é mais barato. Abaixo os detalhes do mimo do "Gosto com Gosto":


Devidamente abastecido, vamos prosseguir com a viagem: Rumo à cachoeira do Escorrega em Maromba, para tal, deve-se prosseguir agora pela RJ-151. No centro de Visconde de Mauá tem uma placa bem visível indicando a direção:


Seguindo pela RJ-151 encontra-se o vilarejo de Maringá, que tem um pedaço que fica no Estado do Rio de Janeiro e outro que fica no Estado de Minas Gerais, em Maringá (RJ) fica boa parte das pousadas e restaurantes da região, isso faz com que o local ainda tenha um clima um tanto "urbaninho", o que destoa um pouco da redondeza. Para quem não se sente tão a vontade assim em meio a natureza talvez essa seja um local ideal para se hospedar ou fazer refeições:


Mas a RJ-151 prossegue e quanto mais subimos a serra, menos característica de estrada ela vai se tornando, se parecendo cada vez mais com uma trilha para cachoeira, contudo, ao longo da estrada, o DER está realizando uma obra pesada de infra estrutura, o que dentro de algum tempo fará com que o acesso seja bem melhor, trecho da RJ-151 entre Maringá(RJ) e Maromba (RJ):


Até aqui, já estava super feliz com a viagem, pelos momentos únicos e gostosos que uma viagem pode proporcionar, mas mesmo assim ainda tinha mais coisas legais para serem vistas, tais como esse visual que fica bem pertinho da estrada:
Cacheira do Escorrega - Maromba - Visconde de Mauá (RJ):



Sim, a água estava extremamente gelada, a temperatura ambiente estava em 16°C, a água com certeza estava mais fria ainda (talvez uns 6 ou 7°C), mas a adrenalina que eu tenho original de fábrica (e sem a necessidade de adição de outras substâncias) me fez imbuir de uma coragem ímpar e cair na água. Estava uma "delícia" (só q não...rsrs):


Depois desse delicioso passeio é hora de "juntar nossos paninhos" e catimbar de volta pra casa, sendo assim retornamos pelo mesmo caminho que viemos, passando pela RJ-151, por Maringá(RJ), por Visconde de Mauá onde pega-se a RJ-163, desce a serra, só que, ao invés de pegar a estrada de terra no KM-19 tal como fizemos na ida, seguimos em frente pela RJ-163 pois ela desemboca na Dutra, que já é praticamente nossa residência. Mas antes de irmos para casa tenho que ir dar um rolezinho na Finlândia, conforme prometido:







Esse conjunto de casinhas que compõem a "Pequena Finlândia"fica em Penedo (voltando de Visconde de Mauá é parada "obrigatória"). Penedo é a única "colônia" finlandesa que existe no Brasil. Como esse passeio era um "bate-e-volta" com foco em Visconde de Mauá, não nos aprofundamos mais em Penedo, apenas paramos ali para tomar um café e comprar uns chocolates, mas com certeza vale uma visita mais elaborada. Falando em cafezinho... hummm... de novo fui pego pelo estômago e acabei saindo um pouco mais do orçamento planejado no que tange o assunto "comida", dessa vez não resisti às tentações do "Café Finladês",que fica bem localizado na rua principal de Penedo, Rua das Vellas, próximo à pequena finlândia. O Relógio marcava 19:00hs e já estava um friozinho de 15°C (pra carioca isso é clima de pólo norte), momento ideal para tomar um café quentinho, seu custo foi deR$24,50.


Nesse momento entramos em reta final de nossa viagem, bastava a nós somente tomar a Via Dutra e rumar à Capital Fluminense. Dirigir à noite é atenção redobrada, principalmente porque na Serra das Araras tem ingredientes bem perigosos tais como neblina, chuva, noite, curvas fechadas e muitos caminhões na pista. Mas graças à Deus deu tudo certo e depois de 12 horas de passeio (saímos às 9:00hs e chegamos às 21:00hs) chegamos super felizes com um belo passeio simples e marcante. A imagem mostra a distância total percorrida e os litros de Gasolina gastos:


INDO DE ÔNIBUS:
Para quem for de ônibus, saindo da rodoviária do Rio de Janeiro a Viação Cidade do Aço possui diversos horários para a rota Rio x Resende, consultas no site www.cidadedoaco.com.br   olha a foto dele aí:

Quem vem de São Paulo de ônibus, tem a empresa Viação Cometa, consultas no site www.viacaocometa.com.br   o ônibus é assim: 

Chegando em Resende, tem um ônibus que vai direto para as cachoeiras de Maromba. A linha Resende x Maromba é feita pela empresa Resendense e sua passagem custa R$6,85. A cara do garoto é essa:

VIAGEM DE PÃO DURO:
Existe uma forma que mais barato que isso só pedindo carona, tem que ter muita disposição e pela quantidade de conduções que será necessário utilizar, muito dificilmente será possível ir e voltar no mesmo dia (daí pode ocorrer o custo de uma pernoite - ou não né). Então vamos destrinchar essa aventura, afinal a ideia do blog é fazer viagens com pouquinho dinheiro. Evidentemente será partindo do Rio de Janeiro por ser por onde conheço:
1° Pegar o trem do Ramal de Japeri até a estação de Japeri, chegando lá deve-se tomar o trem para Paracambi gratuitamente.

2° Em Paracambi deve-se tomar o ônibus da linha Paracambi x Barra do Piraí, com bilhete único o custo do trem e do ônibus é deR$5,10.

3° Tomar a linha Barra do Piraí x Barra Mansa, da empresa Aparecida. A passagem custa R$9,20

4° Tomar o ônibus da linha Barra Mansa x Resende, da empresa Resendense. Preço R$8,00:

5º Pegar o ônibus da linha Resende x Maromba, da empresa Resendende. Preço R$6,85 (foto acima)

Espero que tenham curtido e até a próxima!